Havia um tempo em que tu eras o todo em fragmentos
espalhados desordenadamente pelo sôpro do vento que
me habita. Nada era mais sublime e doce que a tua
imagem na parede espelhada para minh'alma e de onde
eu te olhava onde quer que eu estivesse.
E nos recantos da minha memória entre o ontem e o
agora, eu ainda te vejo, mesmo sabendo que já lá não
estás e que o sôpro que havia outrora dispersou-se
como nevoa de um outono sobre folhas secas caídas na
calçada.
Trago em mim, ainda, o gosto do vinho em tua boca e
o cheiro adocicado das baforadas do teu cigarro e
ainda vejo a fumaça em círculo desmanchando-se no ar,
mas sei que tu já não és e eu também não sou, porque
o que fomos perdeu-se de nós naquela tarde em que
partistes.
Há uma dor que ainda dói, um poema inacabado, um
cinzeiro na mesa de canto onde te sentavas a divagar
e de onde me olhavas à meio riso enquanto eu te
contava segredos.
Não sei se foi o tempo que passou ou se fomos nós que
passamos, enquanto o tempo permaneceu, como a pedra da
lápide fria onde agora jazes, em cujas bordas plantei
flôres e onde leio-te os meus poemas de fim de tarde
e, mesmo não vendo o teu olhar de ternura eu sinto que
tu me ouves, porque foram feitos pra ti...
Meus dias são feitos de espera e a mesma nevoa encobriu
os meus cabelos tingindo-os de branco como a cor da
tua ausência e do vazio dos anos. Sinto que breve nos
reencontraremos na eternidade, então,
até lá e um beijo de saudade...
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Eternidade
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Fazendo diferente
Desejo a todos um Ano Novo cheio de realizações.
Realizações de sonhos, projetos e ações.
Desejo que:
Todos tenham não só a casa limpa, mas a rua e a cidade também.
Todos tenham a mesa farta, tão farta que possam doar um pouco
a quem nada tem pra comer;
Todos tenham seus carros, mas optem por uma caroninha solidária,
pensem bem; pra cada carona, menos um carro na rua, menos
poluição e ainda podem ratear a gasolina. Faz bem ao bolso e à
atmosfera...
Todos tenham muitos pares de sapatos mas que volta e meia
observem que andar descalço é bom na areia molhada, mas no
asfalto quente é desesperador;
Todos tenham muitas roupas boas, mas que doem aquelas que não
servem mais, pois se ficarem enfiadas num armário acabam
amarelando e fedendo a mofo...
Ensinem o que sabem e aprendam o que não sabem, pois ninguém
nasce graduado na arte de viver e muito menos de sobreviver...
Desejo Amor, boa vontade, consciência e compreensão, pois são
esses os ingredientes da paz.
E que a Paz reine absoluta entre todos os seres, independente
de raças e credos.
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sábado, 11 de dezembro de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
Circo
A vida é um grande circo
boas cenas de comédia
Com alguns dramalhões ao fundo
O palco, qualquer esquina
De qualquer lugar do mundo
Os olhos são refletores
Tem palhaços e platéias
E todos nós somos atores
E tem a mulher de bigode;
aquela, que nem "ele" pode
Tem a cobra, mulher gorda
domadores e leões
picadeiro, trapezista
O engolidor de fogo
E não falta quem assista
Quem és tu nesse jogo?
...
Eu sou a equilibrista...
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quarta-feira, 2 de junho de 2010
Diálogos noturnos

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quinta-feira, 8 de abril de 2010
Texto meramento reflectivo
O homem inventou as armas e fomentou as guerras.
Descobriu o fogo e devastou florestas, avançou,
abriu caminhos, dizimou os nativos, desviou
cursos de rios, poluiu, explorou o solo com sondas
gigantescas, sugou a Mãe Natureza até a última gota!
Ela agora, do alto de sua magnitude reclama o que
lhes é de direito. E o faz com ferocidade; a mesma
com a qual foi devassada a ferro e fogo!
O resultado é o que estamos vendo.
Eu lamento pelas vidas ceifadas nas enchentes,nos
maremotos, nos terremotos, mas a Natureza está
tentando manter o equíbrio ecológico na base da
porrada. Porrada que joga pela ribanceira familias
inteiras, sonhos, esperanças de todas as idades!
Cada casa que desaba é um sôco na nossa
consciência. Ou deveria ser...
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Anos
Já não sei, não conto anos
Foram tantos desenganos
que os deixei de contar
Já nem sequer conto os dias
frutos de noites tardias
feitas de espera e sonhar
Já não conto mais as horas
desde que fiz-me senhora
do meu tempo pequenino
castrei meus sonhos meninos
tão tenros de mocidade
por uma felicidade
que nunca vi na viagem
que fiz aqui de passagem
Nessa vida retirante
conto de hoje em diante
os sorrisos das pessoas
tardes vividas à toa
flôres de muitos jardins
rosas, gerânios, jasmins
beijos, afagos, lembranças
de doces tempos de infância
Conto sim, a nossa história
trechos rasos de memórias
marcas fincadas no rosto
o pó de muito desgosto
Cheiros de sal e de terra
tantas batalhas e guerras
Tantas que nunca venci
Muitas nas quais eu morri
E contarei, com certeza
da vida, toda a beleza
lugares por onde andei
Mas dias, anos e meses
feitos de tantos revezes
Eu não mais os contarei
Menina do Rio
Imagem da net
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
O homem invisível
Ele era um homem
Que só se sabia o nome
Ninguém jamais o viu
mas ele estava sempre lá
Sentado numa mesa na calçada
numa rua virtual
olhando pra tudo
no meio do nada
Observava os passantes
Sorria aos amigos
Oferecia flores
noites de lua
canções
Despertava amores
paixões
Ninguém via seu riso,
mas sentiam-no;
nem era preciso
E falava com uma bela voz
a cada uma de nós
Nem ela o via
e no entanto sabia
que havia um encanto
por trás do mistério
em que ele se escondia
Mas um dia
deu-se uma tempestade
e o céu escureceu
E nem noite era
mas aquele
que sempre viera
não apareceu
E o coração
de quem tava à espera
entristeceu...
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Niver do Blog
Eu ia oferecer um bolo, mas optei uma rosa como
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
O Amor
O amor não é razão; é loucura
alimenta-se de sonhos, ilusões
promete castelos, tentações
noites banhadas de luar e juras
O amor faz-se ao tempo, presença
um querer estar juntos eternamente
um morrer de saudade latente
É como um deus, quiçá, ou uma crença
O amor é como uma taça de vinho
bebido a dois em bocas ardentes
fogo e paixão em desalinho
E na loucura sem razão do amor
explodem sonhos, rios, vertentes
Um viver ou um morrer de dor
Menina do Rio®
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009
De frente pro mar
Como folhas leves de um final de outono
brisa suave, teus lábios a beijar
voz a cantar cantigas de abandono
na tarde brejeira de frente pro mar
E de frente pro mar me vejo à espera
de ver teu sorriso a dizer-me: Voltei!
Voltei como as flores de uma primavera
voltei para os braços que um dia deixei
A cantar doce, a cantar prantos
cantarei um canto sonoro e triste
e a alma entoa nessa voz que existe
Ah, quanta saudade, doce encanto!
partistes como folhas que soltas ao relento
espalham o sal de teus beijos ao vento
Menina do Rio®
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terça-feira, 25 de agosto de 2009
Entre o silêncio e a escuridão
E o silêncio era tanto
que arranhava a alma
E era tão frio que doía
e tão assustador
que medrava
arrepiando a pele
que nem o morno da noite
aquecia
e o escuro arrastava-se
infindável, atrevido;
movendo-se
calado na sombras
que teimavam em brincar
de aguçar-me os sentidos.
Dedos trêmulos e longos
tateando o nada
entre os contornos imaginários
da tua silhueta.
Encolhi-me nua
em posição fetal
até que o silêncio
frio e letal
rompeu na alvorada,
a luz tênua
de uma manhã a mais
e adormeci...
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quarta-feira, 12 de agosto de 2009
O nosso tempo
O nosso tempo não é agora
Ou em outro mundo, lá fora
Um encontro em outra vida
estrelas vagando ao infinito
Talvez num sonho bonito
Ou quem sabe no futuro
num olhar por trás do muro;
ou uma palavra calada
Nosso tempo não se fez
nos dias quentes de um mês
nas horas vagas de um dia
noutras camas, noutras bocas
no calar das vozes roucas
silenciando os espaços
nos vãos de outros abraços
entre o tudo e o nada
Nosso tempo, nem se deu
morreu ainda menino
corações em desatino
febre sem fé amolada
sem delírio ou madrugada
Morreu assim, amiúde
na dor da inquietude
O nosso tempo morreu...
Menina do Rio®
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sexta-feira, 24 de julho de 2009
Loucos somos
Pois é...meu bloguinho anda mesmo jogado às moscas, mas...
Obs: as vezes é preciso esperar o video carregar!
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sábado, 11 de julho de 2009
Teia de gente
A praia é feita de areia
onde o mar deita e se estende
soberbo na própria imensidão
A aranha vive na teia
nos fios aos quais se prende
tecendo a vida de mansidão
Poetas da nossa laia
andam descalços na praia
tecem palavras ao vento
amores, dores lamentos
Palavras são grãos de areia
com os quais construimos a teia
na rede que nos liga ao mundo
Pérolas, conchas, Oh que riqueza!
transformam tanta beleza
em sentimento profundo!
Menina do Rio
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
Hoje
não há poesia
Hoje eu quero um sonho
bem sonhado
um sorriso risonho
emoldurado
no quadro da janela
um olhar de pecado,
a rosa mais bela
Hoje eu não quero gritos,
lamentos
quero a canção do firmamento
uma taça de vinho,
um carinho
Hoje eu quero viver
a mais pura alegria
que alguém pode ter
Ainda que seja
apenas hoje
pois é tudo o que tenho
e onde desenho
o meu querer
Menina do Rio®
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domingo, 21 de junho de 2009
O teu silêncio
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segunda-feira, 8 de junho de 2009
Amiúde
dos sonhos de minh'alma menina
contemplo no jardim, a flor mais bela
e guardo suas cores na retina
De passo em passo, abro meus braços
e vou colhendo amigos e sorrisos
em gestos de ternura crio laços
Viver é isso. E é disso que preciso
De letra em letra, verso em verso
mesmo que me perca em alguns reversos
faço poesia, conto a minha história
De gota em gota, meu olhar deságua
por muitas lembranças e algumas mágoas
de amores guardados na memória
Menina do Rio®
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terça-feira, 26 de maio de 2009
Ausência
Queridos amigos,
Boa parte da minha ausência, deve-se à falta de tempo;
metade, talvez, porque a "outra" metade dessa ausência é
uma mistura de preguiça e cansaço. O mês de abril passou
por cima de mim feito uma locomotiva desgovernada;
excesso de trabalho, tensão - olhem que não me refiro
à Tpm (nem sei se isso existe!!!).
A proposta da Editora, a expectativa sobre o livro e o
trabalho quase me botaram à pique!
Não tenho vindo ao meu blog. Recebo os comentários por
email e na medida que posso, vou lendo e retribuindo quem
comentou. Com isso acabo não visitando a minha lista de
blogs amigos da lateral. Espero poder voltar à forma antiga.
Espero mesmo!
Por isso deixo aqui mais uma vez o meu pedido de desculpas
e um videozinho.
Beijos! Muitos beijos!!!
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domingo, 10 de maio de 2009
O canto da sereia
Viviam distantes e entre eles havia o oceano imenso!
Ele pescava lindas canções e depositava mentalmente
do outro lado do mar e ela as colhia como se fossem
pérolas. Existia um canal imaginário entre eles onde
as canções tocavam melodicamente como uma orquestra
sinfônica regida a quatro mãos, guiadas pelo maestro
cujo nome era Amor. Havia... Até que um dia , eis que
surge uma sereia (?) novinha de longa cabeleira preta,
cantando um funk sem noção e...O pescador encantou-se
e do ponto onde estava ergueu uma bandeira e bradou:
- Yo soy un hombre libre!!!!!!!
O maestro assustou-se, perdeu o tom e a orquestra
desafinou... A musa que assistia tudo da outra margem,
ficou entristecida, sem entender se o encanto da sereia
estava canto ou nos longos cabelos negros...
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
sábado, 2 de maio de 2009
Abril negro
Venci-te!
Ultrapassei teus dias pesados e tortuosos,
teus caminhos de cactos,
tuas elevações e teus precipícios.
Rompi teus vales e encostas,
sobrevivi aos teus temporais,
cavei-te a terra
com as mãos que ainda me sangram.
E plantei-te a semente
no teu mais profundo ventre,
adubei-a com tuas folhas mortas,
teus humus e teus estrumes.
Bebi da tua água imunda, respirei fundo
e aguardei a morte - da vida;
pois a semente já estava no teu seio.
Mas findou teu tempo e a morte não me veio,
e a ti, findaram-se os dias.
Visto-me de negro e te choro
porque até mesmo o que nos fere,
nos deixa o vazio e, de negro,
recolho-me à semente nas tuas entranhas
até que finde o inverno.
Hei de renascer na primavera,
banhar-me ao sol
e expandir-me em verdes
que ao vento se entregam numa
doce carícia até que voltes
para levar-me as folhas,
mas serei árvore
e me recomporei
a cada estação.
Menina do Rio®
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
Afagos
porque sonhar
é tudo o que me cabe
nessa eternidade que nos faz
tão distantes
e tão infinitamente próximos
Necessito-te,
não tenho a força dos deuses titãs
e me dobro ao vazio das tuas mãos
que não me chegam
Vivo-te,
nas horas de espera
por um afago teu
nas canções que me destes
no silêncio que as vezes
me enlouquece...
(Menina do Rio)®
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sábado, 18 de abril de 2009
Teu beijo
quando tua boca
cola na minha
envolvente
quente...
E quando o teu desejo
pulsa nesse beijo
meu corpo treme
quando gemes
A tua lingua
a passear
na ponta
da minha
sinuosa,
sutil...
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domingo, 12 de abril de 2009
Bem sei que sabes!
qual brancas plumas, naveguei teu mar
planei meus sonhos na ilusão tão pura
fiz dos teus olhos a luz do meu olhar
Ah! Quanto amor em forma de prece
nesses gestos teus que são tão meus
nesses versos que minh'alma aquecem
como dádivas vindas de Deus
Ah! Meu amor! Se soubesses quanto
de ti trago em minh'alma com fervor
nos versos que escrevo e que te canto
E bem tu sabes das horas em que louca
Ah! Bem sei que sabes, meu amor
morreria por teus olhos e tua boca!
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domingo, 5 de abril de 2009
Vida
Expectativas
ilusões
no teatro da vida
a representação
hipoteticamente
patética
feita em atos
retratos
no quadro
do pano de fundo
até a cena final
Apaga-se as luzes
Fim?
Não!
intervalo
pro almoço
alvoroço...
Ensaia
corre
põe a máscara
troca a roupa
refaz maquillagem
Acendem-se a luzes
e lá vamos nós
sós
para os braços da multidão
que delira
É a vida!
E que seja vivida
no palco
em grande estilo
entre plumas
e paetés
ao som da orquestra
de buzinas
e gritos de crianças
pois a vida é um teatro
onde uns cantam
e outros dançam
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sexta-feira, 27 de março de 2009
A nossa história
Deixa eu te dizer de nós
A nossa história está sendo escrita
na ternura e intensidade
que compoe o verbo AMAR,
da tinta que escorre entre os sonhos,
dos caminhos e das noites de luar
onde os gestos afagam o tempo,
o calor afasta os medos e as
nossas bocas desenham segredos...
Deixa eu te dizer dos sonhos
deitados na relva molhada e verdejante,
do palpitar que habita o sentir mais profundo,
de toda essa viagem pelo teu corpo,
ainda que meramente imaginada
nos momentos de devaneios,
onde nos sonhamos;
destinos selados a saliva dos beijos utópicos
que enganam a ausência de nós,
como fome que não sacia,
mas espera a hora tardia
e se nutre dessa espera.
A nossa história está sendo escrita
nos desejos quentes
que pulsam em quartos solitários
entre doses de uísque e fumaça de cigarros,
coração em descompasso
e ausência de amassos
A nossa história, as vezes é só minha,
as vezes é tua,
mas é feita de poemas e canções,
onde compoes a melodia e eu a letra
num dueto harmonico
que vai até o amanhecer...
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sábado, 14 de março de 2009
Noite de amor
O Dia Nacional da Poesia foi criado em homenagem ao poeta
brasileiro Antônio Frederico de Castro Alves (1847-1871),
no dia de seu nascimento, 14 de março, embora o Dia
Mundial da Poesia (21 de março) tenha sido instituído na
30ª Conferência Geral da UNESCO no ano de 2000 e coincide
com o Dia Mundial da Floresta, início da primavera no
hemisfério Norte e do outono no hemisfério Sul
Passava a lua pelo azul do espaço
De teu regaço
A namorar o alvor!
Como era tema no seu brando lume...
Tive ciúme
De ver tanto amor.
Como de um cisne alvinitentes plumas
Iam as brumas
A vagar nos céus,
Gemia a brisa — perfumando a rosa —
Terna, queixosa
Nos cabelos teus.
Que noite santa! Sempre o lábio mudo
A dizer tudo
A suspirar paixão
De espaço a espaço — um fervoroso beijo
E após o beijo
E tu dizias — "Não!... "
Eu fui a brisa, tu me foste a rosa,
Fui mariposa
— Tu me foste a luz!
Brisa — beijei-te; mariposa — ardi-me,
E hoje me oprime
Do martírio a cruz
E agora quando na montanha o vento
Geme lamento
De infinito amor,
Buscando debalde te escutar as juras
Não mais venturas...
Só me resta a dor.
Seria um sonho aquela noite errante?...
Diz', minha amante!...
Foi real... bem sei...
Ai! não me negues... Diz-me a lua, o vento
Diz-me o tormento...
Que por ti penei!
(Castro Alves)
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domingo, 8 de março de 2009
Homens
Independente das mulheres que morreram por
causa própria e dos homens que morreram
por causas alheias, todos os dias são
especiais, tanto para a mulher, como para
o homem; pois como disse um amigo meu:
Somos complementares e não antagônicos!
Menina do Rio®
Imagem da net

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segunda-feira, 2 de março de 2009
Perdão, Amor...

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sábado, 21 de fevereiro de 2009
Impulsos

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sábado, 14 de fevereiro de 2009
Obrigada, amigos!
Enfim, nada resume melhor o que sinto do que este
trecho de canção que vos ofereço:
Caminho por uma rua
que passa em muitos países.
Se não me vêem, eu vejo
e saúdo velhos amigos.
Eu distribuo um segredo
como quem ama ou sorri.
No jeito mais natural
dois carinhos se procuram.
Minha vida, nossas vidas
formam um só diamante.
Aprendi novas palavras
e tornei outras mais belas.
(Canção amiga)
O video não é dos melhores, mas foi o único
E continuo a viagem. Nem tão presente como
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domingo, 8 de fevereiro de 2009
Apenas uma saudade
Desce a noite serena e quente
e estende-se o mar ao longe
refectindo a nossa lua
tão minha, tão tua
Fecho os olhos e te vejo
Ainda sinto o teu beijo
como se nunca tivesses partido
Sou apenas a tua forma de amar
um pedaço dos teus sonhos
dos tempos risonhos
tempos idos
tempos nossos
Tempo de doces ilusões
construidas em nossos corações
Almas moldadas na saudade
das vontades que nos negamos
dos sonhos dos quais acordamos
por medo de viver
As vezes ouço tua voz
a dizer-me desta ausencia minha
enquanto choro pela ausencia tua
a procurar nas ruas
pelo teu olhar
E as minhas mãos tão frias,
tão nuas
estendem-se no vazio
sempre a te buscar
E assim seguimos nesta irrealidade
ausentes, distantes
num tempo que é infinito pra nós
tão perto e tão longe, estamos sós
como dois amores errantes
de nós resta apenas uma saudade...
Menina do Rio
16/01/09
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Nossa noite
Quero o teu olhar no meu
o gosto da tua saliva em minha boca
nossas vozes sussurrando roucas
enquanto nossas mãos vão tateando
a pele
Desnuda-me
com tuas mãos ávidas
me arranha as costas
as coxas
me beija o ventre
meu vértice
ardente
Quero paixão e ternura
nesta louca aventura
Deixa que minha boca
contorne o desenho da tua
e depois
descendo em tua pele nua
chegue ao ponto
onde teu desejo se insinua
Sem pressa
beijo-te
sorvo-te
e depois...
Deixa que se misturem nossos cheiros
de amor e magia...
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domingo, 18 de janeiro de 2009
Feito nós
Vivo no silêncio das palavras que não digo
vagando em pensamentos do que fomos
e quando vens faço de conta que não ligo
e que apenas sombras do passado somos
Somos dois vultos, duas almas tão distintas
Um encontro que o destino separou
Já não te sinto, e talvez tu não me sintas
Se não estou pra ti; nem sei se em mim estou
Se hoje o nosso mundo é tão vazio
Não sei se é culpa tua ou culpa minha, não sei
E o teu calor já não me aquece o frio
Mas as palavras calam e não me alcançam a voz
E o que foi feito dos sonhos que por ti sonhei?
Perderam-se nos silêncio, feito nós...
by Menina®
(Me perdoem esta falta de tempo
que por vezes chega a me desesperar...)
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sábado, 10 de janeiro de 2009
Amores eternos
Todos os beijos que ganhei
comigo guardei
E os homens que eu amei,
bem...
Eu não os amei
Na verdade,
Sempre os amarei!
E foram tão poucos
que os contei
Mas a cada um eu dei
meu corpo e meus dias
a pele que ardia
meus segredos
e meus medos
minhas fantasias
Meus amores são eternos
e guardo-os todos
como se poemas fossem
escritos em pergaminhos
à tinta rubra e quente
das noites ardentes
seladas em beijos
as vezes ternos
as vezes ávidos
das nossas loucuras,
paixão e candura
Entre os homens que amei
há um que guardo nas memórias
do amor primeiro
há um que guardo nos filhos
que geramos
há um que guardo na pele
com seu toque e seu cheiro
e há um que guardo na alma
eternizado pela ausência,
porque quem mil vezes morri
e outras mil, morreria
para viver outra vez...
(Menina do Rio)
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Último poema
Esse é o último poema que a ti faço
Quebrei as amarras da nossa paixão
Da nossa fantasia desamarrei os laços
e já nem mais me lembro da nossa canção
Esse é um poema do adeus de mim para ti
Um caso encerrado, um fim de namoro
Quero esquecer o tanto que por ti sofri
Quero apagar as marcas de choro
E nesse último poema eu quero te dizer
que fostes o meu amor, único e verdadeiro
mas apesar de tudo, vou sobreviver
Fostes pra mim, um longo e morno Dezembro
mas eu já decidi que vou amar Janeiro
e amanhã, de ti, não sei; já nem me lembro
by Menina®
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domingo, 21 de dezembro de 2008
Velhos sonhos de quintal
Onde andam meus sonhos de menina
Que um dia esperava na janela
Por um mundo que pintava na retina
Sóis dourados e belas aquarelas
Onde andam as mãos que acarinhavam
Os cabelos longos, claros de luar
E num colo suave me embalavam
Numa linda canção de ninar
Onde andam os amigos, os amores
Que outrora caminhavam lado a lado
Foram-se – ficaram as temores
Infinitos pesadelos, acordado
Enfim! Onde estão todos os sonhos?
Tão belos, tão cheios de esplendor
Se o terror da morte tão medonho
Leva os sonhos que a gente plantou...
by Menina®
Hoje estou meio down; enfim...
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Sou mulher ( pelo meu Niver )
Sou mulher, normal
Temperamental
Nem Fiona, nem sereia
As vezes, mulher e meia!
outras, menina carente
Mãe leoa, mulher loba
as vezes boba;
tenho a alma transparente
Muitas vezes sou dura
visto armadura de ferro
grito, berro
pra esconder minha fragilidade
Sou mulher teimosa,
às vezes caprichosa
dona das minhas verdades
desprovida de vaidades
Sou mulher, amante, amiga
por amor compro uma briga
Esfacelo-me, desfaço-me
em mil pedaços
E me recomponho em laços
Sou mulher à moda antiga
que espera um convite pra sair
que chora nos filmes de amor
ou quando recebe uma flor
Sou apenas uma mulher
intensa, extensa
as vezes leve, as vezes densa
sem perder a essência
de ser
simplesmente
mulher...
Menina do Rio®
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sábado, 29 de novembro de 2008
Deixa
Deixa que eu me perca em teus desejos
Como se fosse a tua doce amada
sorver a tua boca com meus beijos
Doce, sedutora e terna enamorada
Deixa que eu me deite em teu abraço
nua, como a lua em céu de madrugada
Repousa em meu corpo o teu cansaço
Deixa que nos desperte a alvorada
Canta pra mim os versos que são dela
Eu te declamo os que fiz pra outro amor
E dou-te a minha alma com sublimação
Que importa se não és ele e não sou ela?
pois que sejas a cura do meu desamor
e eu seja o bálsamo pro teu coração
by Menina do Rio®
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quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Guardo-te em mim
Quantas idas e vindas entre nós dois
tanta angústia e tanta dor
tantos momentos deixados pra depois
quanta saudade... E tanto amor!
Não sei se me tens, como dizes
a passear errante em tua vida
Mas ainda guardo as cicatrizes
desde aquela ultima despedida
E hoje tremi ao ver-te novamente
Meus Deus, ainda tremo se te vejo
a lembrar-me dos sonhos de outrora
Alma de min'alma és minha aurora
guardo-te em mim como um beijo
e hei de amar-te eternamente
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domingo, 16 de novembro de 2008
Minha pequena flor
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sábado, 8 de novembro de 2008
Meu amor era só meu
O sonho mais belo que sonhei um dia
Quimera, devaneio ou fantasia
Sonho louco que aos poucos morreu
Morreu aos poucos esse amor que mal nasceu
Quis o destino que uma ilusão apenas fosse
Tão doce era - uma ilusão. Tão doce!
Mas não era o nosso amor - era só meu
Não sei mais quem sou, nem o que tu és
Nem se era pra ser um sonho perfeito
Pois que tivestes-me bem aos teus pés
E já não importa, a vida é assim
levo-te na alma, meu sonho desfeito
Levo-te no olhar bem dentro de mim...
Menina do Rio®
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segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Outonos
Não te preocupes se me movo em tua casa
silenciosa como uma leve brisa
que deixa no ar o sopro de um beijo.
Nem quando habito sobre as águas rasas
à beira do mar onde tu pisas;
É que vives em mim como um desejo.
A distância que nos deu a mão
não se mede em horas nem em milhas
Foi gerada nas noites de solidão
a qual demos no nome de filha
Um grilhão preso ao peito em abandono
Mas quando essa brisa leve adormecer
saberás pelo cerrar das cortinas
que morri nas brumas do amanhecer
já que a morte à bruma se destina
E já não verás o ouro avermelhado
do fogo da paixão que nos queimava
que ardia como brasa encandescente
E todos os beijos na brisa soprados
e todos os que em segredo eu te dava
morreram comigo, ainda quentes
Numa tarde qualquer de outono...
Menina do Rio®
13/09/2008
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sábado, 18 de outubro de 2008
O que dizer?
Pois é...
Meu bloguinho completou 2 anos na 5ª feira, 16 de
outubro e eu nem estava aqui pra comemorar.
De qualquer forma, são vocês que estão de parabéns,
por me aturarem por todo esse tempo.
Hoje vou só deixar um Oi e um pedido de desculpas
pela ausência, mas foi inevitável.
Vou voltando aos poucos e retribuindo o carinho
das visitas e dos comments.
Pessoas são falhas e não fujo à regra...
Agradeço a paciência e a amizade de todos.
Beijinhos, beijinhos, beijinhos...
by Menina
Em tempo:
Dia 03 de Novembro, é inauguração do restaurante
de Aline (minha filha)
Galeria do Alto da Barra - Loja 116 - Oeiras
Detalhe: Comida VEGETARIANA. Pra quem gosta...
Horário: das 08:30 as 19:00
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terça-feira, 26 de agosto de 2008
Se me queres
Se me queres, venhas
Habita-me os dias
como um pássaro no ninho
mas chega devagarinho
ao entardecer
Faz tua morada em meu peito
apossas-te do meu leito
e adormece em meu seio
Pousa em mim teu cansaço
num doce abraço
e eu te acolho em meu regaço
Mas não venhas partido ao meio
nem traga as horas fugidas
migalhas de sua vida
Venha por inteiro
se me quiseres
como te quero
e inteira te espero
Porque meu amor é tão intenso
que não cabe nas horas,
se te fores embora.
Se me queres
venha sem medos
nem segrêdos
Traga a alma nua
e o brilho da lua
e eu serei tua
se me quiseres...
Menina®
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sexta-feira, 15 de agosto de 2008
A sonhar
Fosse a vida apenas um momento
E seria um tempo quase eterno
primavera, outono, sentimentos
verão, porém nunca o inverno
Dias loucos, como poucos vividos
Sonhos de amor, uma doce ilusão
por caminhos sempre percorridos
olhares, afagos, encontros de mãos
Fosse a vida um beijo, um abraço
Fosse o que fosse, não importa
pois que fosse apenas simples e doce
E se fosse a vida feita de laços
como enfeites no umbral da porta
que feita de amor apenas fosse...
Menina®
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quinta-feira, 31 de julho de 2008
Vida, porque tenho-te em mim...
As vezes me pego questionando se existe algo mais
complexo que "ser" humano. E toda essa humanidade
"desumana" que prega a PAZ e fomenta a GUERRA,
numa ânsia louca de viver; o fanatismo exacerbado
dos que ceifam vidas, desviam condutas, corrompem
almas, aniquilam sonhos...
Eu nasci errada.
Sim, porque já nasci questionando "O QUE É QUE
EU ESTOU FAZENDO AQUI"? E desde então, tenho
vivido como contorcionista num tunel sinuoso
porque não consigo achar o caminho de volta pra
dentro do últero de onde vim.
Vida, por que tenho-te em mim?
Não tenho raça, nem credo, nem cor
Entrego minh'alma à poesia, porque sou amor
E as vezes não sei quem sou
Pois se o amor me adere a pele
corta, feito lâmina fria e fere
deflora-me a flor
E a voz que a noite grita-me na boca
sai da garganta rouca,como um rugido de fera
Calam-se os céus nesse grito
expande-se a dor no infinito
clarões e raios sobre a terra
Mas desperta-me outra vez pela manhã
meio louca e quase sã
E no acorde estridente da fanfarra
entre surdos, foles e guitarras
junto-me à orquestra
e vou tocando o que me resta...
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segunda-feira, 21 de julho de 2008
Beija-me
Ah! esse beijo
que acende o desejo
e me faz louca,
quando a tua boca
desvenda mistérios
pelo céu da minha
e em meu seio te aninhas
e a voz quase rouca
a me sussurrar
E tuas mãos sedentas
em minha pele se adentra
a tocar de mansinho
deixas-me em desalinho.
Ah! esse teu corpo a
desvendar caminhos
buscando prazeres
entres nossos odores
salivas, suores
de tanto querer
E depois
deixa-me quedar-me
em teu abraço
repousar o cansaço
e adormecer
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sexta-feira, 11 de julho de 2008
A vós
Hoje não estou pras letras. Deixo-vos um
miminho e votos de um feliz fim de semana!
Ãnima
Lapidar minha procura toda trama
Lapidar o que o coração com toda inspiração
Achou de nomear gritando... alma
Recriar cada momento belo já vivido e mais,
Atravessar fronteiras do amanhecer,
E ao entardecer olhar com calma e então
Alma vai além de tudo que
o nosso mundo ousa perceber
Casa cheia de coragem, vida
tira a mancha que há no meu ser
Te quero ver, te quero ser
Alma
Viajar nessa procura toda
de me lapidar nesse momento agora
De me recriar, de me gratificar
de custo alma, eu sei
Casa aberta onde mora o mestre,
o mago da luz, onde se encontra o templo
Que inventa a cor animará o amor
onde se esquece a paz
Alma vai além de tudo que
o nosso mundo ousa perceber
Casa cheia de coragem, vida
todo afeto que há no meu ser
Te quero ver, te quero ser
Alma.
(música de Milton Nascimento)
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